POLÍTICA REAL "TrumpLand"
- Consultor e Diretor
- 23 de jan.
- 3 min de leitura

POLÍTICA REAL
“TrumpLand”
Um fato foi destaque na política essa semana e precisa ser analisado de forma mais apurada. No começo dessa semana o novo presidente dos EUA assumiu o cargo e por aproximadamente 55 minutos, quando chegou no “salão oval” da Casa Branca, o novo Presidente falou sem parar... É nesse ponto que queremos chegar.
Primeiro, é preciso falar aqui que o novo Presidente ganhou uma eleição muito difícil e ganhou com uma votação valida e sólida. Esse candidato – na época da eleição – falou bem para o seu público e conseguiu expandir suas clivagens – já explicamos aqui o que é uma clivagem – e assim chegou ao poder. Veja, não importa o grau de ideologia que você concorda ou não, ele chegou ao poder. É assim que é nossa atual conjectura de Democracia.
Entretanto, é preciso analisar o que falou o Presidente já eleito e como isso pode ter uma importância crucial para a política real. Não é porque você chegou ao poder que você pode falar/fazer o que quer, na hora que quer e do modo que quer... Não funciona assim! Por conta disso, prestamos muita atenção no que foi falado pelo novo Presidente dos EUA quando ele assinava decretos, revogava decretos e falava sem parar por mais de 50 minutos. E o que vimos? Olha... Por 50 minutos, analisando dentro da ciência política, vimos uma pessoa em completo surto! Sim, em completo surto! Por 50 minutos o novo Presidente dos EUA falou sobre temas reais misturando com temas que não existem. Falou sobre pautas e linhas de estudo na ciência política que não existem. Misturou teorias válidas – como a teoria dos jogos na política – com um monte de coisas sem nenhum sentido. Falou de forma desconexa e sem começo-meio-fim em nenhum raciocínio que começou... Não somos apoiadores nem críticos do Presidente, mas... Poxa... É preciso um pouco de noção!
Dois pontos ficaram evidentes na fala do Presidente. O Primeiro foi quando ele falou que os EUA é o “país mais livre do mundo, onde a liberdade é maior”. O Segundo foi quando ele disse que os EUA é a “maior democracia do mundo”. Veja, nos dois casos é uma completa aberração essa fala. Quando você analisa o conceito de liberdade – ligada com temas políticos e sociais – da Antiguidade clássica até Kant, você percebe que – politicamente – os EUA não são muito livre... Perceba que lá você tem que se limitar aos Democratas ou Republicamos para ter uma chance de vencer uma eleição... Perceba que politicamente o que existe nos EUA é pura dicotomia. Apenas duas concepções de política e as duas estão sobre o mesmo aspecto político. Como isso é liberdade? Inúmeros países do mundo têm mais representatividade, autonomia e pensamento crítico que os EUA e melhores que os EUA também... Já com relação aos EUA ser a “maior democracia do mundo”, é ainda mais bizarro... Pegamos então número de eleitores: A Índia é imensamente maior em número de eleitores que os EUA. Vamos então para o processo eleitoral: Nos EUA você pode votar pelo correio... Nossa! Pense na Grécia clássica – exemplo maior de pensamento democrático inicial – lá era inconcebível você mandar uma carta com seu voto.... Nos EUA pode... O Processo Eleitoral Estadunidense é um dos mais confusos e sujeitos a fraude do mundo... Definitivamente, NÃO É A MAIOR DEMOCRACIA DO MUNDO!
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